Estimativa para safra baiana de grãos em 2023 é mantida em março, aponta IBGE

1.790

- Publicidade -

A terceira estimativa para a safra baiana de grãos em 2023 prevê, em março, que a produção deve chegar a 10.988.805 toneladas neste ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Isso representa, de acordo com o IBGE, uma redução de 3,3% (ou menos 372.902 toneladas) em relação ao recorde de 2022 (11.361.707).

Assim como já havia sido sinalizado desde o prognóstico feito em outubro do ano passado, dentre as 12 safras de cereais, leguminosas e oleaginosas pesquisadas na Bahia, só o amendoim 2ª safra tem estimativa de variação positiva na quantidade colhida, neste ano. Mais 10 toneladas (+0,4%), chegando a uma produção de 2.486 toneladas.

Por outro lado, manteve-se também a previsão de que a queda absoluta de produção, entre os grãos, deve ocorrer na produção de soja: menos 177.186 toneladas (-2,4%), chegando a uma safra de 7.063.494 toneladas em 2023.

Já em termos relativos, a maior perda deve vir do milho 2ª safra, com uma produção de 520.780 toneladas, 19,9% menor que a de 2022 (-129.220 t.).

Confira mais dados sobre a safra baiana de grãos:

  • Tanto no caso da soja quanto do milho 2ª safra, a previsão é de queda no rendimento médio (produtividade), com as áreas plantadas e colhidas mantendo-se, até o momento, as mesmas de 2022.

  • O rendimento da soja deve se reduzir de 3.972 kg/hectare para 3.875 kg/hectare; já o do milho 2ª safra deve recuar de 2.500 kg/hectare para 2.003 kg/ hectare.

As estimativas para essas duas culturas na Bahia vão na contramão do previsto para o Brasil como um todo, onde ambas devem registrar recordes em 2023, de 147,2 milhões e 91,9 milhões de toneladas, respectivamente.

A soja e o milho devem ser justamente os principais destaques positivos da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas, que pode alcançar novo recorde em 2023: 299,7 milhões de toneladas, 13,9% ou 36,5 milhões de toneladas maior do que a de 2022 (que havia sido de 263,2 milhões de toneladas).

Frente à previsão de fevereiro, houve crescimento de 0,5% na estimativa da safra nacional para este ano, ou mais 1,6 milhão de toneladas.

Sétima maior safra do país

 

Mesmo com a previsão de colher 3,3% menos neste ano, a Bahia ainda deve ter a sétima maior safra de grãos do país, respondendo por 3,7% do total nacional (frente a uma participação de 4,3% em 2022). Mato Grosso continua na liderança (30,9%), seguido por Paraná (15,7%) e Rio Grande do Sul (10,2%).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de grãos engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

Quedas:

  • Em março se manteve a estimativa de quedas em 20 das 26 safras de produtos investigados na Bahia, em relação ao colhido em 2022

  • Considerando todos os produtos investigados sistematicamente pelo IBGE na Bahia, não apenas os grãos, também foi mantida, em março, a previsão de que haja recuos em 20 das 26 safras, no estado, em 2023.

  • Entre as maiores perdas absolutas, além da soja (-177.186 toneladas, a maior) e do milho 2ª safra (-129.220 t, terceira maior), a cana-de-açúcar também tem destaque, com a segunda queda mais intensa (-130.310 t).

  • A produção de café arábica deve ter a maior retração em termos percentuais (-30,8%), chegando a 69.510 toneladas, 30.990 a menos do que em 2022.

Aumento:

  • Por outro lado, dentre as seis safras com estimativas de alta em 2023, o maior crescimento, em termos absolutos e percentuais, deve ficar com a mandioca (+82.006 toneladas ou +9,6%). Os aumentos nas produções de banana (+9.472 t ou +1,0%) e uva (+ 4.751 t ou +7,8%) também se destacam.

G1 BA