Em novo protesto, rodoviários demitidos do CSN cobram pagamento de verbas trabalhistas em Salvador.

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Rodoviários demitidos do Consórcio Salvador Norte (CSN), que operava no transporte público da capital baiana, fazem um novo protesto na cidade em cobrança pelo pagamento de verbas de rescisão. O protesto acontece nas imediações da sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), na Avenida Joana Angélica.

A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) informou que o ato provoca congestionamento na via, o que causa retenção na região central da cidade.

Os manifestantes pedem também que os rodoviários demitidos sejam recontratados pelas empresas que seguem atuando no sistema de transporte público da capital baiana.

No fim do ano passado, a prefeitura de Salvador disse que cerca de 1,6 mil rodoviários já haviam sido admitidos pelas companhias e outros estão em cursos de requalificação profissional e treinamentos.

Na segunda-feira (14), um grupo de rodoviários fez uma manifestação na Estação Mussurunga e no Largo do Campo Grande em cobrança pelas mesmas pautas. No ato, mais de 40 ônibus tiveram pneus furados e a chave dos veículos retirada.

Pneus de ao menos nove ônibus foram furados durante o protesto — Foto: Reprodução/TV Bahia
             Pneus de ao menos nove ônibus foram furados durante o protesto

Na ocasião, o secretário da Mobilidade de Salvador, Fabrizzio Muller, disse repudiar o protestos e que a prefeitura buscaria identificar responsáveis pelos danos causados. Ele classificou a ação como “inaceitável” e disse que os envolvidos devem responder criminalmente.

Muller acrescentou que a prefeitura não tem pendências com os trabalhadores e o valor deve ser pago pela empresa que operava o sistema, que teve o contrato rescindido com a gestão pública em março do ano passado.

“Não há pendência por parte da prefeitura. Ela participou do acordo que foi assinado ano passado na Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Sindicato dos Rodoviários. Foi depositado judicialmente. Esse dinheiro já foi usado para pagar parte da rescisão. Essa era a parte da prefeitura e foi integralmente cumprida”, pontuou o secretário.

Rescisão e protestos

 

Ex-funcionários da CSN fazem novo protesto no Campo Grande, em Salvador; grupo cobra pagamento de indenização — Foto: Reprodução/TV Bahia
Ex-funcionários da CSN fazem novo protesto no Campo Grande, em Salvador; grupo cobra pagamento de indenização

O contrato entre o Consórcio e a prefeitura de Salvador foi rescindido em 27 de março de 2021. O prefeito Bruno Reis disse que a decisão foi tomada após relatório de auditoria apontar diversas irregularidades na gestão do contrato, por parte da empresa. Segundo o chefe do Executivo, total da dívida acumulada da CSN é de R$ 516 milhões.

Desde então, parte dos rodoviários dispensados pela companhia foram admitidos pelos outros dois consórcios que operam o transporte público na capital baiana. Porém, outros trabalhadores disseram que nem todos receberam as verbas de rescisão e realizaram uma série de protestos, que se estendem até este ano.

No início de fevereiro, eles esvaziaram pneus de ônibus e formaram uma fila de coletivos, que bloqueou a entrada de veículos na Estação da Lapa, durante uma manifestação. No dia 25 de janeiro, rodoviários da extinta CSN protestaram na região da Estação Mussurunga, em Salvador.

Já no dia 21 de janeiro, o Sindicato dos Rodoviários e representantes da Semob se reuniram na sede da secretaria para uma reunião. Isso porque em 20 de janeiro, os trabalhadores haviam feito uma paralisação e duas das nove garagens dos transportes coletivos ficaram fechadas.

G1 BA